Se você enxerga de forma embaçada, sente que o grau dos óculos muda com frequência ou tem dificuldade de adaptação a lentes de contato, pode estar diante de um sinal de alerta para o ceratocone — uma das doenças da córnea mais comuns em jovens adultos no Brasil. Conhecer a doença, identificar os sintomas cedo e buscar um especialista experiente são os passos que fazem toda a diferença na preservação da sua visão.
O que é ceratocone?
A córnea é a camada transparente que recobre a parte frontal do olho. Em condições normais, ela tem formato asférico e regular. No ceratocone, o tecido da córnea perde sua estrutura, torna-se progressivamente mais fino e assume um formato de cone — como se a córnea estivesse “empurrando” para fora. Essa deformação altera a maneira como a luz entra no olho, causando distorções visuais que os óculos convencionais muitas vezes não conseguem corrigir adequadamente.
Causas e fatores de risco
Os principais fatores de risco incluem:
- Histórico familiar de ceratocone — pessoas com parentes de primeiro grau afetados devem realizar exames periódicos
- Hábito de coçar os olhos com frequência, especialmente de forma intensa ou durante o sono
- Alergias oculares e rinite alérgica, condições que favorecem o ato de coçar os olhos
- Doenças sistêmicas associadas, como síndrome de Down, síndrome de Marfan e Ehlers-Danlos
Sintomas: quando suspeitar de ceratocone?
Os sintomas do ceratocone tendem a aparecer de forma gradual, o que frequentemente atrasa o diagnóstico. Fique atento a:
- Visão embaçada ou distorcida que não melhora com óculos ou piora progressivamente
- Mudança frequente no grau, especialmente do astigmatismo
- Visão dupla (diplopia) ou percepção de múltiplas imagens de um mesmo objeto
- Sensibilidade excessiva à luz (fotofobia)
- Dificuldade para enxergar à noite, com espalhamento de luzes (halos e “caudas” em semáforos e faróis)
- Intolerância às lentes de contato habituais
Como é feito o diagnóstico?
O diagnóstico do ceratocone é baseado em exames específicos. Os principais sãp a topografia e tomografia corneana, que mapeiam a curvatura e a regularidade da superfície da córnea com alta precisão. Permitem identificar casos iniciais — inclusive o chamado “ceratocone frusto”, que ainda não apresenta sintomas evidentes.
O diagnóstico precoce é determinante: quanto antes identificado, maior o número de opções terapêuticas disponíveis e melhor o prognóstico visual a longo prazo.
Opções de tratamento
O ceratocone é tratado de forma escalonada, de acordo com a gravidade do caso e a velocidade de progressão da doença:
1. Óculos e lentes de contato
Nos estágios iniciais, óculos de grau corrigem os sintomas visuais. Com a progressão, as lentes de contato rígidas gás-permeáveis ou lentes esclerais tornam-se a melhor opção para restaurar a qualidade de visão, pois criam uma superfície óptica regular sobre a córnea deformada.
2. Crosslinking (CXL)
Quando há evidência de progressão da doença, o crosslinking corneano é indicado para estabilizá-la. O procedimento utiliza colírio de riboflavina (vitamina B2) e luz ultravioleta para aumentar a rigidez das fibras do colágeno da córnea, interrompendo o avanço do ceratocone.
3. Anel intraestromal
Em casos selecionados, com visão ainda comprometida mesmo após outros tratamentos, pode-se implantar anéis intraestromais (como o Anel de Ferrara) dentro da córnea. Esse segmento de plástico aplana a curvatura cônica, melhorando a qualidade da visão e a tolerância às lentes de contato.
4. Transplante de córnea
Indicado apenas quando os tratamentos anteriores não são suficientes para manter a função visual, o transplante de córnea (ceratoplastia) é o recurso final e mais resolutivo para os casos avançados.
Dr. Matheus Timm Avila: referência em ceratocone em São Paulo
O Dr. Matheus Timm Avila é oftalmologista especializado em Córnea, Lentes de Contato e Cirurgia Refrativa, com formação de excelência e atuação clínica focada no ceratocone.
Formado em Medicina pela Universidade Federal da Grande Dourados (UFGD), realizou residência médica em Oftalmologia no Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP (HCFMUSP), uma das instituições de ensino e referência mais renomadas do país, com complementação em Transplante de Córnea e fellowship em Cirurgia Refrativa na mesma instituição.
Atualmente, o Dr. Matheus atua no Setor de Ceratocone do HC-FMUSP, colaborando diretamente com a assistência a pacientes e com a formação de novos especialistas nessa área — o que mantém sua prática rigorosamente alinhada às melhores evidências científicas e protocolos vigentes.
Sua atuação abrange todo o espectro do manejo do ceratocone:
- Avaliação diagnóstica completa (topografia, tomografia corneana e paquimetria)
- Indicação e acompanhamento do crosslinking (CXL)
- Implante de anel intraestromal
- Adaptação de lentes especiais e esclerais
- Cirurgia refrativa (LASIK/PRK) para casos elegíveis
- Transplante de córnea nos casos necessários
Na Singular Oftalmologia, o Dr. Matheus alia tecnologia diagnóstica moderna com atendimento humanizado, escuta ativa e plano terapêutico individualizado para cada paciente.
Quando agendar uma consulta?
Procure avaliação especializada se você:
- Recebeu diagnóstico de ceratocone e ainda não tem acompanhamento regular
- Percebe piora progressiva da visão, mesmo usando óculos ou lentes
- Sente intolerância às lentes de contato que usava antes
- Tem histórico familiar de ceratocone e nunca fez uma avaliação específica
- Deseja saber se é candidato a crosslinking, anel intraestromal ou cirurgia refrativa
Agende sua avaliação na Singular Oftalmologia
O Dr. Matheus Timm Avila atende na Singular Oftalmologia, em São Paulo.
Com formação no HC-FMUSP e atuação no Setor de Ceratocone do hospital, oferece uma avaliação completa, diagnóstico preciso e as melhores opções de tratamento disponíveis atualmente.